domingo, 21 de dezembro de 2008


Encontro-me cada dia mais petrificada com a minha capacidade de esquecer. Efeito degenerativo. Pergunto-me se é uma patologia pessoal, gerada pela insensibilidade ou um vírus que ronda por aí. O caso é que minha frase preferida tem sido: “Ih, esqueci”. Nada surpreendente em tempos que as fotos não são mais impressas. Gostava dos meus desenhos coloridos e das cartinhas escritas com todo amor e carinho à aqueles que amava. Ainda tenho algumas delas, pra lembrar dos velhos tempos. Aliás, todos deveriam ter! Á alguns dias partiremos para um ano novo branco, com roupas íntimas coloridas, pulando 7 ondas, e Tim-tins. Me comovi com a idéia de tantos momentos terem tentado exercitar minha memória e nem sequer terem chegado à minha cama no fim do dia. Aos que quebrei o coração, como perspectiva para 2009, sugiro este segundo encontro, relembrando, aleatoriamente, do que esqueci em 2008. Inicial e lamentavelmente, esqueci de dois affairs fundamentais. Esqueci o quanto amo minha mãe e meu pai, e o quanto eles me fizeram falta como amigos, conselheiros, suporte. Esqueci grande parte do que eles já fizeram por mim, e o que não fizeram, deve ter sido porque não mereci. Ou porque nós nos parecemos tanto, que a teimosia em dose dupla torna a ressaca mais difícil de curar. Esqueci daqueles amigos verdadeiros e da importância q eles tiveram na minha vida, e que passam agora momentos diferentes porém continuam sempre presentes quandO dá. Esqueci também que tinha planos para aprender e aperfeiçoar algumas coisas em minha vida. Deixa pro próximo. Mas se trabalhasse pro circo, acho que também ganharia uns amendoins. Ingressei na faculdade que queria, no curso que queria e estou convicta do que quero. Grande felicidade. Finalmente, tive um namorado e foram os períodos mais intensos da minha vida. Hoje, entendo que aquilo que realmente deveria ser amor, e não os meus relatos de paixões depressivas e viciantes. Saudades. Tenho meus estudos, minha casa, meus livros, minha cachorrinha Buba e meu futuro... Fiz novas amizades, inclusive pessoas q jamais imaginaria. Descobri que laços familiares podem não ser um fim, mas também um início para uma bela estória.Ocupei grande parte do meu tempo com festas e algazarras pra entender agora no fim do ano que pouco valeu a pena, mas gosto da parte das danças, confissões, paquera, e auto-estima. Se estou solteira, desempregada e carente, é porque não encontrei algo ou alguém que tope me desafiar. Melhor pensar assim, deveriam experimentar. O ano foi veloz em sua passagem, mas generoso em sua contribuição.Votos pra 2009? Quero amar mais, trabalhar mais, viajar mais, conhecer mais, ajudar mais, aprender mais, lembrar mais. Sorte do Dumbo, que além da memória, ainda tem aquelas orelhonas para ouvir mais. Nisso, ainda preciso de prática!


Feliz Natal! E que venha 2009!!


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