segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Revelação


Ainda guardo a fotografia. Tenho comigo o brilho refletido no olhar. O pôr do sol dos vários dias, momentos de fim de tarde e as alegrias vividas. A verdade, é que ainda guardo comigo todas aquelas cores com mil sorrisos. Guardo o tempo em forma de poesia. Coleciono os momentos mais bonitos, os amigos encontrados pelo caminho e as escolhas feitas. Na fotografia, conto pra mim a velha história de um desejo, que todas as canções ainda tem pra cantar e me fazer lembrar. Não há como apagar o que foi feito de raízes que não nos deixam esquecer, não deixam separar. Na fotografia, são milhões de motivos para arrepender-se, milhões de sentimentos para se orgulhar, são tantas as desculpas para fingir que ela nem ao menos existiu, que prefiro a deixar guardada na presença da ausência, que ainda teima a perturbar.

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